Materialidade, arte e sentido ecológico: o motivo da árvore | Materiality, art and ecological sense: the tree motif
DOI:
https://doi.org/10.17398/1988-8430.43.149Keywords:
livro-álbum; livro-objecto; materialidade; arte; ecologiaAbstract
A assiduidade das figurações da árvore na edição para a infância, quer em textos ficcionais, de diferentes modos e géneros literários, quer em outros não ficcionais, por exemplo, de índole informativa, pode comprovar-se com relativa facilidade. Do vasto conjunto de obras que “guardam” árvores, elemento natural cuja simbologia coincide com a vida (Biedermann, 1994, p. 38), sobressai, pela sua originalidade e pioneirismo, à data da sua primeira edição, A Árvore, de Iela Mari (Milão, Itália, 1931 - 2014). Esta narrativa sem palavras obteve, em 1973, o Prémio Gráfico da Feira de Bolonha. Muito singular é também o livro-objecto Arbre (Actes Sud, 2017), assinado pela francesa Amandine Laprun (1980-), volume tridimensional que se abre em torno das estações do ano. Narrativas visuais, A Árvore, de Iela Mari, e Arbre, de Amandine Laprun, recriam um habitat equilibrado, acolhido pela “protagonista” anunciada pelos títulos, e sugerem, ainda, uma consciência/atitude ecológica, atestando um convívio harmonioso e em simbiose com a natureza. Propomo-nos analisar comparativamente oa dois livros-álbum em questão, ao mesmo tempo próximos e distantes, problematizando as implicações das suas diferentes materialidades, cada uma delas artística ao seu modo, no processo de leitura e na construção do sentido global dos textos.
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